domingo, 18 de julho de 2010

dado da vida

«quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério porque a sorte também manda na vida. Manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos e por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam. Os dados caíram quando levantaste o copo e eu vi no chão seis e seis, vi-te a apanhar os dados e a rir, ouvi a tua voz e quando começámos a conversar, percebi que os dados estavam certos. Gostamos de tudo um no outro; eu gosto da tua casa, da tua música, da tua forma desligada de olhar para o mundo, os passeios à beira mar de camisola de lã com capuz e a forma como te divertes com tudo o que te rodeia. E tu gostas da minha alegria de viver, do meu sarcasmo cirúrgico, de dizer sempre tudo o que penso, sinto e quero, mesmo quando não estás preparado para me ouvir. Eu gosto de te conhecer e de te perceber, porque és diferente dos outros homens e tu gostas que eu te entenda melhor do que todas as outras mulheres. E gostamos de estar um com o outro; à mesa, em casa, com amigos, sem amigos, com sono, sem sono, mas sempre perto quando estamos perto, mesmo que fiquemos longe quando nos afastamos. Acredito que todos temos direito a ter sorte e que, quando alguém aparece na nossa vida de repente, ou é porque nos vai fazer bem ou é porque nos pode fazer mal. E eu vi-te com bons olhos desde o primeiro momento, achei que me ias ajudar a limpar a tristeza, que a tua presença quase imperceptível na minha vida seria como um bálsamo, uma música perfeita e harmoniosa, um dia ao sol, ou uma noite em branco, daquelas que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas e que vale mesmo a pena estar vivo só para as saborear. Entre nós não há pesos nem amarras e o silêncio não quer dizer ausência, apesar da ausência reinar nos nossos dias. Quando lançamos os dados, nunca sabemos no que vai dar. Tu podias ser um assassino encapotado e eu uma neurótica disfarçada, mas tivemos sorte, porque somos duas pessoas normais, com coração, e dois ou três princípios que nos fazem estar bem com a vida e com os outros. Só tenho pena de não ser dona do tempo, porque houve momentos que, se pudesse, teria vivido mais vezes ou mais devagar. E como escrever é a melhor forma de falar sem ser interrompida, digo-te agora e sem rodeios: fica comigo mais uma vez, vem rir do mundo e adormecer nos meus braços, abrir o teu coração e sonhar acordado, vem ter comigo hoje, porque eu quero lançar outra vez os dados e aposto que vai dar seis e seis outra vez, porque os dados nunca se enganam (...)»

amo-te, tanto

segunda-feira, 12 de julho de 2010

*

decidimos que seria bom morarmos no coração um do outro, L

segunda-feira, 5 de julho de 2010

life

and know this feeling won't go away, no
every word I say is true
this I promise you (...)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

love love love

«O nosso amor é de papel como as flores que me deste, e no papel há-de ficar, para sempre, escrito nas minhas palavras. E se vier a transformar-se em qualquer outra coisa, será sempre numa outra forma de amor: o papel vem das árvores, mas o amor vem do amor e nunca morre, mesmo depois de cortado, prensado e transformado. Amar é como plantar uma semente e tu já plantaste a tua no meu coração.»

E eu começo a amar-te (...)


domingo, 27 de junho de 2010

leonardo

voltei a ter-te nos meus braços. finalmente!

terça-feira, 22 de junho de 2010

angel

E é aqui, agora, que decido escrever para ti. Vou sonhando nos meus sonhos. E nesses sonhos sou brilho. Sou força, sou paixão. E o mesmo sucede quando estou contigo. É isto que eu sinto. Que depois de tantos sonhos sonhados, eu sou alguém, e é quando acordo desses sonhos que te vejo. Eu poderia sentar-me ali, no meu pequeno banco de madeira, a escrever mil e uma palavras. Imagina, poderia escrever que esta noite será estrelada e que brilharão os astros. Poderia escrever e continuar a explodir letras repletas de sentimentos, mas tu sabes que não poderia ser. Felizmente há um número ilimitado de palavras existentes que não me deixaria concluir o meu objectivo. Que és tu. E confesso que também não sou muito boa nisto. Gostei de ti, e tu também conseguiste com que o sentimento fosse mútuo. E em noites como a de hoje (talvez um pouco mais frias) eu tive-te nos meus braços. E era tão perfeito. Ouvir estes dias calmos e ainda mais vazios sem ti faz cair as palavras. Faz cair a alma não importando mais nada. Agora a noite está a começar a cair e tu não estás aqui comigo. Nestes dias, olhámos bem à nossa volta e reflectimos em tudo o que a vida nos estava a dar. Foi simpática, hein? E foi dançando a dança que se dança ao som da chuva, que caiu fria e bruscamente sobre o teu rosto, que nos abraçámos envolvendo todo o mundo em nosso redor.

E esta praia há-de ser sempre nossa, Leonardo



sexta-feira, 18 de junho de 2010

wait, again

«Espero por ti porque acho que podes ser o
homem da minha vida. E espero por ti porque
sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da
sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e
incessante que me pede para esperar por ti.»

Margarida Rebelo Pinto